Índio (II)
Índio (II)
Ouve-se ao longe um coiote
Ouve-se ao longe um coiote
Seu choro é trazido pelo vento
Com memórias perdidas no tempo
Do índio e da sua triste sorte
Acampamentos à luz do fogo
Acampamentos à luz do fogo
Ainda os há na saudade
Do índio, a sua liberdade
Só restou a do solitário lobo
Já não serve pra nada o medo
Já não serve pra nada o medo
Se está solitário o penedo
Se está abandonada a serra
Só nos resta dormir e sonhar
Só nos resta dormir e sonhar
Com águias pela planície a voar
Sobre uma nua e solitária terra
Telma Pio
17/04/01


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