Sonho
Estava sentada à beira da cama
Observando, ao lado da porta da varanda
Um enorme quadro de natureza morta
Quando ouvi alguém mexer na porta
Não me levantei para a abrir
Porque sabia quem estava a vir
Ouvi os teus passos atrás de mim
Só tu caminhas assim
Senti os teus lábios tocarem-me
E os teus braços abraçarem-me
Levantei-me e fechei a porta da varanda
E fui deitar-me a teu lado na cama
Um ao outro nos entregámos
E no mar do amor nos afogámos
Foi passando o tempo, hora após hora
E tiveste que te ir embora
Depois, abri os olhos ensonada
Ainda me sentia transpirada
Fui abrir a porta da varanda, devagar
E entrou, iluminado o quarto, o luar
Olhei para a cama enternecida
Vi a minha felicidade adormecida
Esqueci o meu sonho e sem te acordar
No teu corpo nú me voltei a aninhar
Telma Pio
14/06/2002
Dedicado a Márcio
Observando, ao lado da porta da varanda
Um enorme quadro de natureza morta
Quando ouvi alguém mexer na porta
Não me levantei para a abrir
Porque sabia quem estava a vir
Ouvi os teus passos atrás de mim
Só tu caminhas assim
Senti os teus lábios tocarem-me
E os teus braços abraçarem-me
Levantei-me e fechei a porta da varanda
E fui deitar-me a teu lado na cama
Um ao outro nos entregámos
E no mar do amor nos afogámos
Foi passando o tempo, hora após hora
E tiveste que te ir embora
Depois, abri os olhos ensonada
Ainda me sentia transpirada
Fui abrir a porta da varanda, devagar
E entrou, iluminado o quarto, o luar
Olhei para a cama enternecida
Vi a minha felicidade adormecida
Esqueci o meu sonho e sem te acordar
No teu corpo nú me voltei a aninhar
Telma Pio
14/06/2002
Dedicado a Márcio


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